
Não poderia passar em branco,principalmete aqui,um fato de tamanha importância para qualquer gremista. Por isso que agora, algumas semanas depois e com a ferida cicatrizando venho falar aqui da saída de Renato Portaluppi do Grêmio. Uma saída precoce,pois todos desejávamos para Renato aqui no seu clube de coração,uma trajetória de vitórias,glórias e títulos.
Não deixou de ser assim,nosso maior ídolo chegou no Olímpico em agosto do ano passado,contestado por alguns e ovacionado por outros,entrou no memorial e lá de forma intacta deixou sua imagem de ídolo para assumir então a difícil missão de comandante gremista. Teve superação suprema ao tirar seu Grêmio da parte de baixo da tabela e o colocar nada mais,nada menos que na zona da libertadores,em poucas rodadas. Renato assumiu o Grêmio com profissionalismo de treinador e coração de torcedor.

Desde o fim da gestão de Duda Kroeff a permanência de Renato no Grêmio era incerta,pois Paulo Odone por vezes declarou sua antipatia pelo treinador. A permanência do treinador era indiscutível e incontestável,Paulo Odone cedeu a torcida e aos bons resultados do treinador,mesmo que,com suas adversidades.
Neste ano de 2011 os trabalhos poderiam estar sendo feitos com a mesma garra,mas não trouxeram os mesmos resultados. O Grêmio deixou a libertadores e em seguida, perdeu o campeonato gaúcho para o maior rival. Mas o “paizão” Renato estava lá para defender e honrar seu Grêmio quando e quanto fosse preciso. Porém não era o bastante,faltava time,faltavam resultados e em meio tudo isso,uma guerra de egos entre o ídolo tricolor e o presidente do clube. Renato cobrou Odone publicamente na questão dos reforços,e o presidente gremista ironizava o treinador a cada manifesto prestado a imprensa.
O começo de campeonato brasileiro só não foi mais traiçoeiro com o Grêmio do que o departamento médico,que nos tirou muitas peças importantes,em jogos de ainda mais importância. Ou teria sido,o Grêmio traiçoeiro com o campeonato brasileiro?
No dia 29 de junho após o conturbado jogo contra o lanterna do campeonato e com uma derrota no saldo gremista,veio a coletiva,como de costume. Renato deu a cara à tapa,explicou,defendeu o grupo e assumiu as culpas,e aí então entra em cena o nosso presidente. Aquele presidente qual nem lembrávamos mais a aparência pois pouco se viu ele falando,ou se quer explicando algo ao torcedor ou á imprensa. Paulo Odone foi ignorante e na coletiva deixou claro que ele próprio decidiria sozinho o que era melhor para o Grêmio. Como se o Grêmio fosse uma peça,uma campanha de sua política.

A coletiva acabou,e horas depois,já na madrugada de quarta para quinta feira,a tão temida noticia,Renato havia pedido sua demissão.
Na quinta feira Renato foi ao Olímpico despedir-se do grupo,e chegando lá deparou-se com uma multidão pedindo a saída de Odone e sua permanência,mas a decisão já estava tomada,Renato mesmo fez questão de deixar claro que pediu demissão e não voltaria atrás,,principalmente pelas declarações de Odone na coletiva do dia anterior. Com isso,milhares de gremistas revoltos ou não,lamentaram a saída de Renato do tricolor gaúcho,o nosso homem gol,mais uma vez,longe de nós.
Acreditamos que um dia ele volta,já diz o ditado ‘’um bom filho á casa torna’’. Porém a tese precvalece: Enquanto tivermos Odone de sobra,Renato continuará fazendo falta.
Foram exatos 322 dias aqui conosco. Dias em que o torcedor teve as mais diversas sensações,dias que o apoio não faltou e que o orgulho não morreu. Dias de Renato!

"Deixo um abraço apertado e um beijo em cada gremista. Não é da boca para fora, é de coração. Porque, acima de tudo, como o Vicente falou, eu sou um gremista como eles, aprendi a amar esse clube e no momento em que cheguei e aceitei o desafio, queria ver meu time do coração subir na tabela. Procurei me dedicar esse tempo todo. Dei o máximo de mim, procurei fazer o melhor possível. Fiz novas amizades, formamos um grupo maravilhoso que eu não canso de defender." (Renato Portaluppi)
Beijo e abraço dado,ídolo. Até logo Renato. Muito obrigado por tudo.


